Quer editar um livro? Pergunte-nos como.

Escreveu um livro e agora quer editá-lo? Parabéns! Deixe-nos explicar-lhe como fazer com que o seu livro seja editado.

Existem três alternativas para publicar o seu livro (em papel e/ou ebook).

1. Procurar uma editora

Esta é a primeira alternativa, e aquela por onde você deve começar: procurar uma editora.

Uma editora que pegue no seu livro. Essa editora publicadistribui e promove o seu livro, correndo as despesas todas por conta dela. Normalmente, a editora imprime entre 1000 e 3000 exemplares e propõe pagar-lhe direitos de autor (= royalties) sobre as vendas do livro. E se calhar até propõe pagar-lhe um adiantamento sobre os direitos de autor – é como se fossem vendas garantidas! No fundo, tudo se resume a uma questão de poder negocial, e quanto melhor o seu livro, mais editoras quererão editá-lo, competindo entre si para lhe oferecerem melhores condições.

Quanto a si, é só ajudar à promoção e esperar até se tornar um autor rico e famoso!

Naturalmente, esta é a alternativa reservada apenas às obras com qualidade. Mas esta é a via que deve perseguir com afinco se está mesmo convencido da sua qualidade, e por isso deve enviar uma cópia do seu manuscrito às editoras para que elas o possam avaliar. Envie-o por email, em formato .doc, .ePub ou .pdf, por esta ordem de preferência.

(Não precisa de registar o seu manuscrito na IGAC para ter a sua propriedade intelectual – também chamada de direitos de autor ou copyright – protegida: o copyright da obra é automático a partir do momento em que a obra é criada. Pode ainda assim registar o livro na IGAC para ter uma prova do momento em que o escreveu, e para reservar o título caso não vá ainda publicar o livro, já que não pode haver dois livros com títulos iguais. E também não precisa de se preocupar que lhe “roubem” o livro – a editora nunca poria a sua reputação em causa.)

Atenção: não envie o manuscrito para TODAS as editoras! Tem de fazer o seu trabalho de casa primeiro: procure na Internet, ou visite livrarias e bibliotecas, e prepare uma lista das editoras que publicam o mesmo género de títulos. Depois, procure no site de cada editora o seu método próprio de avaliação de manuscritos. Algumas querem apenas uma sinopse, outras querem o manuscrito completo mas num determinado formato electrónico, outras também pedem o seu CV.

Todas as editoras recebem muitos, mas mesmo muitos, manuscritos. Cumpra rigorosamente as regras de cada editora, se não quer que o seu manuscrito vá directo para a “cesta secção”!

Depois de enviar o manuscrito, aguardeE continue a aguardar. A editora também o deve ter informado dos seus prazos habituais de avaliação e do seu procedimento de resposta. Algumas editoras respondem num mês, outras respondem em seis meses, outras só respondem se a resposta for positiva! Se a editora não lhe disser como é, pergunte por email – costuma ter sempre resposta!

Enquanto não chega a resposta, prepare-se para ser rejeitado. E para ser rejeitado outra vez e outra vez. É que a probabilidade de o seu livro ser editado por uma editora é baixíssima, 1 em 1000. Ou seja, estas editoras tendem a editar apenas um por cada 1000 obras que lhes são apresentadas.

Com tanta rejeição previsível, só você sabe qual é o seu limite de dor. James Patterson, o autor número um em todo o mundo, foi rejeitado 31 vezes antes que alguém aceitasse publicar o seu primeiro livro!

Se chegar à conclusão de que não há editora que “pegue” no seu manuscrito, pode concluir à vontade que o mundo é injusto e não sabe apreciar as suas qualidades. E até pode ser verdade. Fernando Pessoa, o génio incontestado da literatura portuguesa, ainda conseguiu publicar um livro em vida. Mas foi só porque ganhou um prémio literário. Faça como Fernando Pessoa. Concorra a prémios literários ou de ilustração. Quanto mais prémios ganhar, melhor.

Mas não desista! Ainda tem mais duas alternativas para publicar o seu livro.

2. Edição de autor ou de “vanity”, em papel

Procure alguém que o ajude a editar o seu livro, mas a expensas suas. Repetimos: agora, você vai pagar para editar o seu livro.

Na sua forma mais simples, pode dirigir-se a uma empresa gráfica que possua uma secção de pré-press, e ela encarregar-se-á de lhe paginar o livro, imprimi-lo e entregá-lo a si. O livro sairá sem chancela de editora, daí chamar-se edição de autor.

Depois, como vai encontrar leitores para o seu livro? É outro problema! As distribuidoras de livros quase nunca aceitam distribuir edições de autor, pelo que você estará sozinho a contactar diretamente as livrarias, que na maior parte dos casos dificilmente comprarão o seu livro, porque no dia em que lá for haverá outras 29 novidades (e no dia seguinte mais 30 novidades, e assim todos os dias) a competir com o seu livro por espaço limitado nas prateleiras. Todos os anos aparecem 12 mil títulos novos nas livrarias portuguesas!

Há uma espécie de editora, o gabinete editorial, que lhe oferece a possibilidade de usar a chancela do gabinete, e alguns até prometem fazer distribuição nas livrarias. Mas você continua a pagar para editar, apesar de parecer um livro de uma editora. Não se iluda: esses gabinetes editoriais dizem-se editoras mas publicam tudo, com qualidade e sem qualidade, às custas dos autores, porque existem para satisfazer a necessidade, ou a vaidade, do autor em ver o seu livro publicado. Por isso é que se chama a isto “vanity publishing” - um gabinete editorial que se aproveita da “vaidade” do autor para lhe pedir que “financie” uma tiragem que anda normalmente entre 250 e 500 exemplares, parte dos quais ficam para o autor. Todo o lucro do “vanity publisher” vem do que cobra aos autores. Mas não espere vender mais por causa da chancela ou da “distribuição”, porque claramente estas editoras estão noutra liga, sem acesso aos principais pontos de venda físicos!

Faça a prova: a editora que quer o seu dinheiro para publicar o seu livro tem livros dela nas principais livrarias físicas portuguesas? Se não tem, o risco de recuperar o investimento é todo seu.

3. Edição de autor em ebook

Editar em formato eletrónico poupa o custo da impressão, do papel e do armazenamento dos livros, ou do “vanity publisher”, mas ainda tem uma difusão muito limitada.

No entanto, é tão barato que você não tem nada a perder!

Prepare o seu livro nos formatos .epub e .pdf, ou, se quiser, apenas os primeiros capítulos, já que não lhe estão a pagar para lerem tudo, e ofereça o seu livro.

Isso mesmo, ofereça, não venda.

Faça um blogue para divulgar o livro e use também o Facebook, o Twitter, o YouTube, o Goodreads e os fóruns especializados.

Quem sabe? Pode ser que o seu livro se torne notado e alguma editora repare nele! O sonho nunca acaba!

Os procedimentos da 20|20 Editora de receção e avaliação de originais encontram-se nesta página.

(texto atualizado em ago-2014)

88 thoughts on “Quer editar um livro? Pergunte-nos como.

  1. adorei estas explicações aos novos autores que tentam publicar seus trabalhos, são tristes de serem lidas e nada animadoras mas são a realidade. Realidade cruel que para alguns são tremendamente desestimuladoras, para outros não, serve é como um grande estimulo para se vencer o principal e mais compensador dos obstáculos que é o de ter seu trabalho reconhecido por uma editora. Acho que esse é o maior prazer de um escritor.
    E levando em conta que a estatística do comentário de que somente 01 em cada 1000 chega realmente a conseguir publicar seus trabalhos, significa que tenho uma chance em mil de publicar um dos 20 títulos infantil e infanto-juvenil que escrevi, ou quem sabe posso ajudar a mudar essa estatística, pois partilho do pensamento de que se você não consegue mudar algo, não de deixe que mude você.
    Conheci o site e o blogue da BKS e adorei conhecer esta editora e sua fotrma de trabalho.
    Osmar Cardoso, cidade de Florianópolis, (colonização açoriana) estado de Santa Catarina, Brasil.

  2. Boa tarde, ando nestas andanças há algum tempo, gostaria de colocar uma questão:
    Qual a percentagem que o autor tem sobre a venda dos seus livros? Isto em relação a editoras que nada lhe cobram por editar o seu livro. Obrigado

  3. Adorei suas explicações, queria saber o sequinte: se fizer todo o trabalho no meu computador inclusive a capa já que no inicio presetiaria algumasa pessoas eu preciso resistrar ou não o livro?

  4. Vanilza, você está no Brasil e fez-nos uma pergunta sobre questões de lei. Nós não conhecemos a lei brasileira, por isso não lhe podemos responder. Em Portugal, o direito de autor é automático e informal, isto é, basta ter escrito uma obra para passar a deter o direito de autor sobre ela, sem necessidade de efectuar qualquer registo da obra. Ainda em Portugal, se editar uma obra e a comercializar, é obrigatório efectuar o depósito legal.

  5. Sou Autor e tenho publicado em edição independente, uma obra estilo romance com tiragem de 1500 exemplares e com vendas esgotadas, gostaria muito de reedita-lo e tambem divulgá-lo em Portugal, tenho outras obras ilustrada ineditas de fabulas e historias infantis,pretendo envia-las para suas analises, se aprovads,, estas obras serão publicadas só para Brasl ou tambem para Portugal.

    Atenciosamente Edson Malta

  6. OK… entrei em contato porque o sonho de todo escitor é ver sua obra divulgada também em outros paises,e em particular para mim, Portugal era uma sonho… mas tudo bem!

  7. Olá Boa tarde!

    Li atentamente as dicas sobre as dificuldades que existem e que são impostas, para quem gostaria de editar o seu primeiro livro.Realmente,o mundo para quem se dedica á escrita,parece ser muito complicado.

    Obrigado pela forma transparente como aqui ajudam a compreender o processo, assim como a sua complexidade.

    Subescrevo-me com os meus melhores cumprimentos

    Gabriel Reis

  8. Recentemente recebi a resposta de uma editora para publicar a minha obra. Mas tenho de me comprometer a adquirir 200 exemplares dos 550 que eles querem publicar. O resto é por conta deles. É esta a proposta. Gostaria de saber se isto é o normal para um autor que vai aparecer pela primeira vez. Melhores cumprimentos.

  9. Eurico, é uma proposta do tipo “vanity publishing” como é descrita no artigo. O facto de ser um autor novo e ainda não ter publicado nada não interessa. O que interessa é que alguém tem de pagar a edição e neste caso a editora propõe que seja você.

  10. Bom dia,
    Tenho em ideia publicar uma auto-biografia de um determinado atleta, convidando também para isso um jornalista.
    Gostaria de saber de que forma são distiribuidos os direitos e as margens de comercialização se for através de uma editora ou edição própia.
    Obrigado.

  11. Pingback: Blogue BOOKSMILE, livros que saltam à vista » Blog Archive » “Quero publicar uma autobiografia de um determinado atleta”

  12. Boa noite,
    Precisava de uma resposta urgente a uma situação que me surgiu.
    No mês passado enviei um livro para apreciação de um concurso literário de uma editora.
    Como nunca imaginei que tivesse chance de conseguir ser um dos vencedores desse mesmo concurso, optei por editar o meu livro num site “print-on-demand”.
    Já tenho o livro à venda, numa edição de autor. Tenho depósito legal e ISBN para o poder comercializar.
    Já vendi várias cópias do livro mas…
    Hoje recebi um e-mail da editora a dizer que optaram pela publicação do meu livro e que farão a edição do meu livro em papel e em e-book.
    A editora terá a seu cargo a edição do livro (que inclui o design, a produção gráfica, o registo do ISBN, o depósito legal, a promoção e a distribuição).
    E agora? O que posso fazer se já tenho o livro à venda numa edição de autor?
    Alguém me poderá dar uma resposta?
    Precisava que me dessem uma resposta urgente, pois tenho que dar uma resposta à editora até dia 8 de julho.
    Obrigado.

  13. Paulo, apenas tem de ser franco com a editora e dizer-lhe que já tinha editado o livro em edição de autor e vendeu “várias” cópias. Em princípio isso não atrapalhará a estratégia de promoção nem a expectativa de vendas da editora, que no entanto será capaz de lhe pedir que retire do mercado a sua edição.

    Em termos legais, nada obsta a que uma obra seja editada por uma editora e depois por outra, se for esse o desejo do detentor do copyright da obra. Por isso pode ter mais do que um depósito legal, ISBN, etc. Veja, por exemplo, o caso de Tiago Rebelo, que começou agora a reeditar toda a obra na Asa.

  14. B.tarde
    Gostaria que me pudessem informar sobre o seguinte:estou a acabar de escrever um guia ou “livro” de matemática que percorre várias matérias.Fiz a capa, contracapa, índice,paginei,etc.,só falta imprimir e acrescentar uma capa dura.Pergunto se posso levar o “livro” completamente acabado a uma editora, se terei de o registar antes e onde, se o devo entregar um formato digital…Não tenho a mínima ideia do que devo fazer,por isso vos peço ajuda.
    Com os meus cumprimentos e agradecimentos
    Emília Reis

  15. Cara Emília, 1. Pode seguir os passos indicados no artigo, naturalmente contactando apenas editoras de livros escolares. Ter o livro já paginado torna mais fácil e barata uma edição de autor. 2. O direito de autor é automático e não necessita de registo.

  16. Muito obrigada pelos esclarecimentos.Penso que levando o “livro” a uma editora e sendo ela a publicar ou seja,a imprimir,distribuir e publicitar que já não será edição de autor,não é assim?Se uma editora decidir publicar depois de avaliar a obra não haverá o perigo de,não estando registada,de se apropriarem da obra?Tenho um pouco de receio de correr esse risco…
    Qual a diferença entre uma edição de autor para não precisar de registo e outro tipo de edição?É por não precisar de ISBN?Porque há muitas maneiras de retirar o nome de um autor e pôr outro…
    Mais uma vez agradeço os esclarecimentos dados e os que me possam vir a dar sobre estas dúvidas
    Com os meus cumprimentos
    Emília Reis

  17. Cara Emília,

    1. Uma edição de autor por definição não leva uma chancela editorial, mas, como o artigo explica, há chancelas que para nada servem. É melhor pensar em edição de autor como edição paga por SI e não pela editora.

    2. Se uma editora publicar o seu texto sem o seu consentimento, basta você provar que o texto é seu. Por isso é que é um direito automático, mas, no seu caso e por causa dos seus temores, faça o registo facultativo na IGAC – consulte esta página – e inscreva-se na SPA.

  18. Olá, conforme o comentário do Eurico, a mim também me conteceu isso: A *** editora propõe: *** exemplares, eu tenho de adquirir *** a ***€ e eles encarregam-se do resto. Isso é legal, eu não tenho condições financeiras para tal valor. Pelo código legal de direito de autor isso não é legal, pois não? Pelo que li o mínimo de exemplares deve ser até 2000 e o autor tem direito entre 10 a 20 exemplares para oferta.
    Esclareça-me por favor para o meu email se possivel.
    Obg

  19. Mara:

    Primeiro, a Mara refere no seu comentário alguns dados dum contrato particular que lhe foi proposto por uma certa empresa e que devem permanecer na esfera particular das duas partes; por isso os substituímos por [***].

    Segundo, as partes são livres de acordar o que quiserem, nos termos e valores que quiserem acordar. Igualmente são livres de aceitar ou rejeitar os termos e valores propostos pela outra parte. Isto significa que são livres de acordar quem suporta quanto dos custos de editar a obra, e livres de acordar quem beneficia quanto dos proveitos de editar a obra.

    Terceiro, o Código do Direito de Autor regula o pagamento de direitos de autor se não forem especificamente acordados no contrato entre as partes, e dá-lhe o direito moral de ser reconhecida como a autora da obra. E evidentemente que não obriga o editor a imprimir um mínimo de X exemplares nem a oferecer Y exemplares ao autor; isso é entre as partes.

    Nada do que escrevemos substitui a consulta dum advogado, obviamente.

  20. Recebi uma proposta de uma editora que já esgotou o seu orçamento anual para 2011 mas que ficou muito interessada no meu conto infantil. Indicou-me que a 1º edição seria de *** exemplares o que equivale a cerca de *** euros. O que ela me disse foi que se eu arranjasse os *** euros (nem que fosse com patrocinios de empresas…)e se depois vendesse os *** livros em escolas,que eles me devolveriam os *** euros, porque dizem que não são uma editora que se queira aproveitar do autor. E a 2º edição já não pagaria nada. A minha questão é… também se trata de vanity publishing?
    Obrigada pela informação

  21. Cláudia, está disposta a arriscar perder o seu dinheiro para ver o seu livro publicado? A resposta a esta pergunta é a resposta à sua pergunta.

  22. Sou escritora e ilustradora e não devo, nem quero, deixar de chamar à atenção sobre a incorrecção do conteúdo e forma deste texto. Foi imediatamente óbvio que se tratou duma tentativa mal elaborada de imitação do profissionalismo informativo das editoras estrangeiras, sobretudo as Inglesas, ao qual foi tropegamente acrescentado uma certa arrogância tão latina. É comum, em Portugal, disfarçar-se a falta de competência e profissionalismo usando como subterfúgio uma agressividade gratuita. Pior, essa agressividade extravasa amplamente as fronteiras das boas maneiras. Recorde-se que qualquer editora inglesa de renome, qualquer agente, responde a todos os contactos, quer seja negativa ou positiva a resposta, e no espaço de tempo de poucas semanas. Neste caso específico nem sequer se dá o caso em que um autor toma a iniciativa de contactar uma editora que não pede novos autores. Responde a uma solicitação. E quem solicita tem a obrigação de responder à outra parte, quer esteja interessado ou não.

    Talvez muitas das editoras portuguesas considerem os autores seus subalternos. Se é assim, não deixa essa de ser uma atitude um tanto ingénua, porque em jogos de soberania perde-se tempo e perdem-se génios criativos que virão a beneficiar outros países, outras economias. Portugal não foi só empurrado para a crise actual, a vaidade saloia de pessoas como as que escrevem este texto é também responsável pelo atraso cultural e económico de que sofre o nosso país. Não se convençam Senhores Editores, que os autores ficam reféns da expectativa de uma resposta afirmativa meses, talvez anos, quando nem em caso de negativa é respeitado o profissionalismo artístico e criativo. O talento verdadeiro tem a força de uma tempestade. Não é aprisionado por fronteiras territoriais. Um dia talvez, nem por lealdades patrióticas.

    Com os melhores cumprimentos
    Maria Clara Maia

  23. Olá,

    Primeiro que tudo quero dar os parabens pelas dicas que são muito úteis, apesar de nos dar uma imagem da realidade negra.
    Quero mesmo seguir com este projecot mas como escrevo e ilustro tenho me deparado com uma duvida e espero que me possa esclarecer.
    Quero editar um livro infantil, e eu não só escrevi o texto como ilustrei o mesmo, mas devo enviar o manuscrito do texto para a editora para avaliarem e quanto às ilustrações? mando junto?

    Vanda Romão.

  24. Vanda, deve enviar o texto e as ilustrações, que a editora apreciará o conjunto e/ou as partes. Note no entanto que são pouco frequentes os casos de escritores-ilustradores. O editor procura o melhor em cada disciplina e é difícil que o melhor escritor seja também o melhor ilustrador.

  25. Obrigado e parabéns pelas excelentes dicas!
    Sou professor na área da saúde.
    Recentemente, após conferência que ralizei em Congresso sobre um assunto pouco abordado entre nós, fui solicitado por uma editora para escrever sobre o tema. Como já tinha 2 livros escritos (um com 130 pp e outro com 360 pp) entreguei-os na semana seguinte. Após apreciação dos consultores técnicos foram considerados de grande relevância. Por razões económicas preferiram apenas o primeiro e contactaram outra editora que ficou com o segundo. Isto passa-se em Setembro passado.
    Há cerca de 3 semanas fui saber em que pé estavam as coisas. Então fui informado pela primeira editora de que deveria pagar cerca de ***€ para edição de *** exs. do livro de 130 pp e ganharia com isso *** exs.
    No mesmo dia fui à segunda editora. Foi-me dito que procuravam patrocínios.
    No mesmo dia retirei ambos os livros de publicação!
    Tenho um terceiro livro concluído sobre história da Medicina com 480 pp. mas nem me passa pela cabeça entregá-lo a uma editora portuguesa.
    Como são assuntos importantes prefiro fazer CD’s e oferecê-los a colegas ou amigos, para partilhar conhecimento. Já não necessito destas obras para o curriculum pessoal!
    Cumprimentos.

    [Editado pelo moderador para retirar referências a pormenores de contratos do foro privado.]

  26. Caro Professor, ao dizer que não quer mais contactos com editoras portuguesas, não está a tomar a floresta pela árvore que foi bater contra si? Como o artigo diz, há editoras e há editoras.

  27. Booksmile: é possível que a árvore seja um dos magníficos exemplares amazónico…
    Mas que é desanimador..é!
    De acordo?
    Muito Obrigado!

  28. Caro Professor,

    Em desacordo, porque acreditamos no princípio do funcionamento do mercado livre.

    Não é obrigatório que um livro tenha de ser publicado só porque foi escrito; nem que tenha de ser publicado só porque é bom. Um livro só é publicado quando produz expectativas de retornos positivos para os seus intervenientes (ou retornos materiais na forma de lucros financeiros ou retornos imateriais na forma de satisfação pessoal).

    Por isso, quando diz que é desanimador a) pedirem-lhe dinheiro para editar o seu próprio livro, e/ou b) andarem à procura de patrocínios para o editar, nós dizemos que isso é o mercado livre a funcionar (teria de ter contactado todas as editoras do mercado para validar a sua conclusão, coisa que não fez). Nós, por outro lado, concluímos que:

    A. há quem esteja disposto a pagar para editar o seu próprio livro (produzindo satisfação pessoal para o autor e lucro financeiro para o publicador), e

    B. não há potencial de mercado suficiente para editar o seu livro sem patrocínios (ou seja, não produz expectativa de lucro financeiro suficiente para o editor).

    É claro que da conclusão B. se pode corolarizar exactamente o que o artigo diz:

    - ou se passa para A.,
    - ou se deixa o manuscrito na gaveta,
    - ou se passa para uma solução sem custos ou com custos mínimos (e que acabou por a adoptada por si).

  29. Sei bem das dificuldades,no meu caso ainda pior,o assunto ateísmo sociológico científico ainda é tabu, imagino o que outros autores como eu devem ter passado, não bastasse o preconceito ainda se erguem barreiras para este tipo de assunto!
    Não desistam nunca!
    Lucabi Brasil

  30. Olá!

    Antes de mais, quero agradecer-lhe as dicas, que considerei preciosas.

    Sou uma escritora, sem obra ainda publicada, que escreveu um romance cujo título é “Antigo Testamento Segundo Lilith”, o qual gostaria de ver publicado. Mas, antes de o enviar para uma editora, necessito de saber se tem qualidade literária (integro-me nos inseguros ?, pois o tema acredito ser bastante apelativo para o leitor nos tempos que correm.
    Assim, caso lhe seja possível, gostaria de lhe enviar as primeiras 39 pp da obra, submetendo o texto à sua avaliação crítica.
    Desde já, muito obrigada pela sua atenção.

    Helena Pinto Marques

  31. Olá, gostaria de saber se antes de enviar o manuscrito para as editoras, é preciso registrar os textos na biblioteca nacional ?

  32. Olá, Carolina, na Biblioteca Nacional funciona o serviço de Depósito Legal, obrigatório para as obras depois de publicadas; a qualquer momento pode registar facultativamente a sua obra no ICS, tal como dissemos noutra resposta a este artigo.

  33. Olá,
    Em 2009 foi publicado um livro meu por uma editora nacional, a qual ficou com os direitos de autor. Recentemente contactei com alguns emigrantes portugueses solicitando a divulgação da obra junto das nossas comunidades. Mais tarde fui contactado por um português radicado na Califórnia que me propôs o envio de uma cópia do livro, em inglês, com o objectivo de escrever um guião para um filme que iria propor à indústria cinematográfica. Acontece que fiquei surpreendido e com receio de que me queiram enganar. Pergunto se na sua opinião é uma situação normal e se haverá algum problema em enviar o livro em termos de legalidade para com a editora. Terei que contactar a minha editora antes de tomar alguma atitude?

  34. 1. Está a falar de plágio? Não pode evitá-lo, mas pode prová-lo se mostrar provas de que teve contactos com o plagiador. Não se esqueça no entanto de que não há plágio de ideias, apenas da expressão delas.
    2. Se a editora também ficou com os direitos subsidiários, então é com ela. Se ficou só com os direitos de edição em livro, então é consigo. Leia o contrato, aconselhe-se com um advogado.

  35. Para efeitos de concursos literários onde se pede publicação inédita, trabalhos (ou seus excertos) previamente colocados em blogs pessoais violam esse requisito ou não, visto não terem sido publicados em livro?

  36. quais os riscos que o escritor corre quando a ediçao do livro por gentes que cuase não conhecemos
    suas vantagens e desvantagens.

    qual é o beneficio do autor após a edição do livro editado a custo zero e o beneficio da editora.

  37. Olá. Primeiro que nada gostava de agradecer pelas dicas. Ajudaram-me imenso.
    Estou, no presente momento, a escrever um livro e gostaria de saber se o facto de ter apenas 13 anos vai influenciar de alguma maneira a decisão da editora de editar o meu livro ou não.
    Também estou curiosa se o meu livro pode ser traduzido e vendido noutros países, a partir da editora que editou o meu livro.

    Obrigada,
    Joana Felício

  38. João joaquim kifamessa, quanto aos riscos, é para os conter que existem contratos e leis e advogados. Qunato ao “editado a custo zero”, isso não existe, alguém tem de pagar. Ou paga o autor ou paga a editora, como o artigo explica. E é em função de quem paga o quê ao início que normalmente se faz a distribuição dos eventuais lucros que a venda do livro vier a proporcionar.

  39. Joana Felício, 1. Ser menor só tem influência em quem vai assinar o contrato de edição, que terá de ser o seu encarregado de educação. No entanto, existe uma clara correlação entre maior idade e maior maturidade de escrita. 2. Umas editoras encarregam-se de vender os direitos para o estrangeiro, outras não.

  40. Estou a escrever um livro, mas não sou uma pessoa culta literariamente, mas o meu livro é duma importancia global sobre o que se está a passar com o planeta terra e o homem, onde cientificamente, observação e hipótese e utilizando o método silogismo de Aristóteles, faço uma analise de todo o Planeta Terra e quem é o Homem e donde veio e porquê. Tenho todas as ideas, que para explicá-las tenho que usar frases de várias pessoas através de jornais, revistas e livros, e modificá-las, aquilo que chamo de reciclagem literária, mas a pontuação é péssima. Sei que este livro se fosse escrito por uma pessoa famosa ou cientista, esgotava e o mundo termia. Neste livro desvenda muita coisa e muita coisa a humanidade tem de saber e mudar o seu comportamente, caso contrário vamos cavar a nossa sepultura dentro de menos de 200 anos, segundo o meu método de cálculo de evolução da tecnologia. Onde crio uma nova politica futura, a politica galactica. A minha pergunta é: —se enviar uma cópia para uma editora com alguns erros e uma pontuação péssima mas se o conteudo for atractivo e inteligente. Será que eles podem aceitar e fazerem as modificações e corrigi-las ou encaminhar para um escritor com as caracteristicas do livro ou dão um fora? Ou será que me dão um fora e aproveitam as minhas ideas para fazerem um livro por conta de algum editor ou escritor famoso?

    Obrigado,
    Gerardo

  41. Gerardo, 1. a editora pode rever o seu manuscrito. 2. Os conteúdos são plagiáveis, mas as ideias não são protegidas. Só você sabe se quer pôr nas mãos de estranhos a sua bomba. 3. Todo o escritor famoso começou por ser desconhecido.

  42. Olá!
    Sou uma eterna amante da literatura, mas só passei a ser essa pessoa apaixonada por essa arte, a partir de 2007 quando meu município Alto Santo, me convidou para gerenciar o PROGRAMA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA – PAIC, um programa do estado do Ceará que trabalha cinco eixos: Gestão, Alfabetização, Avaliação, Educação Infantil e Literatura Infantil e formação do leitor. O programa que veio para mudar a história da educação de todo o cearense e nele permaneço até o momento. Ser integrante desse programa me transformou numa leitora e escritora atuante. Hoje já escrevi várias histórias infantis, poesias, poemas e até composições musicais (gospel). Tenho muito desejo de ver uma das minhas obras editadas, mesmo porque para mim isso é muito importante e gratificante começar escrever depois dos 40, não é mesmo? O mais importante e a inspiração que chega de repente te convidando a escrever essa inspiração veio do programa e também da minha netinha que desde os dois aninhos me faz cair no mundo mágico da imaginação. Minhas histórias são inéditas e toda criança e adulto que já ouviu gostaram muito.
    Desde já agradeço,
    Núbia Dantas

  43. Dynion, há 3 tipos de editora a quem pode fazer essa pergunta:
    1. A editora aceita qualquer manuscrito (ou não diz que não aceita certos manuscritos): então você já está a perder tempo e a fazer perder tempo à editora com a sua pergunta. Devia ter enviado logo o seu manuscrito.
    2. A editora é bem explícita no que pretende receber. Não se admire se não obtiver resposta, porque ela já está muito ocupada a analisar outros manuscritos, entre os quais se calhar poderia estar o seu.
    3. A editora não aceita manuscritos. Se leu o aviso, não perca tempo com a editora; se não leu, envie o manuscrito – o que tem a perder?

  44. Muito bom dia! Gostaria de questionar o seguinte. Tenho um livro já terminado, pronto a ser imprimido com atividades para idosos. Esse livro (manual) deverá conter um cd de músicas todas elas de outros autores. O que devo fazer para não entrar em conflito com ninguém, já que pretendo usar as músicas.

  45. Em música, os compositores têm direitos de autor e os intérpretes (músicos e/ou cantores) têm direitos conexos. Para direitos de autor, fale com a SPA. Para direitos conexos, fale com a GDA.

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