Quer editar um livro? Pergunte-nos como.

Escreveu um livro e agora quer editá-lo? Parabéns! Deixe-nos explicar-lhe como fazer com que o seu livro seja editado.

Existem três alternativas para publicar o seu livro (em papel e/ou ebook).

1. Procurar uma editora

Esta é a primeira alternativa, e aquela por onde você deve começar: procurar uma editora. Uma editora como nós.

Quando a editora descobre um manuscrito com valor, faz um contrato com o autor para publicardistribuir e promover o seu livro, correndo as despesas todas por conta da editora.

Normalmente, a editora imprime entre 1000 e 3000 exemplares e paga-lhe direitos de autor (=royalties) sobre as vendas do livro. E se calhar até propõe pagar-lhe um adiantamento sobre os direitos de autor – é como se fossem vendas garantidas! No fundo, tudo se resume a uma questão de poder negocial, e quanto melhor o seu manuscrito, mais editoras quererão editá-lo, competindo entre si para lhe oferecerem melhores condições (por isso, não assine logo com a primeira que disser sim!).

Quanto a si, é só ajudar à promoção e esperar até se tornar um autor rico e famoso!

Naturalmente, esta é a alternativa reservada apenas às obras de qualidade. Mas esta é a via que deve perseguir com afinco se está mesmo convencido da sua qualidade, e por isso deve enviar uma cópia do seu manuscrito às editoras para que elas o possam avaliar. Envie-o por email, em formato .doc ou .pdf.

Atenção: não envie o manuscrito para TODAS as editoras! Tem de fazer o seu trabalho de casa primeiro: procure na Internet, ou visite livrarias e bibliotecas, e prepare uma lista das editoras que publicam o mesmo género de títulos. Depois, procure no site de cada editora o seu método próprio de avaliação de manuscritos. Algumas querem apenas uma sinopse, outras querem o manuscrito completo mas num determinado formato electrónico, outras também pedem o seu CV.

Todas as editoras recebem muitos, mas mesmo muitos, manuscritos (na 20|20 Editora, recebemos 1500 manuscritos por ano). Cumpra rigorosamente as regras de cada editora, se não quer que o seu manuscrito vá directo para a “cesta secção”!

Depois de enviar o manuscrito, aguardeE continue a aguardar. A editora também o deve ter informado dos seus prazos habituais de avaliação e do seu procedimento de resposta. Algumas editoras respondem num mês, outras respondem em seis meses, outras só respondem se a resposta for positiva!

Enquanto não chega a resposta, mentalize-se para ser rejeitado. E para ser rejeitado outra vez e outra vez. É que a probabilidade de o seu livro ser editado por uma editora é baixíssima, 1 em 1000. Ou seja, estas editoras (incluindo nós) tendem a editar apenas um por cada 1000 manuscritos que recebem.

Com tanta rejeição previsível, só você sabe qual é o seu limite de dor. James Patterson, o autor número um em todo o mundo, foi rejeitado 31 vezes antes que alguém aceitasse publicar o seu primeiro livro!

Se chegar à conclusão de que não há editora que “pegue” no seu manuscrito, pode concluir à vontade que o mundo é injusto e não sabe apreciar as suas qualidades. E até pode ser verdade. Fernando Pessoa, o génio incontestado da literatura portuguesa, ainda conseguiu publicar um livro em vida. Mas foi só porque ganhou um prémio literário. Faça como Fernando Pessoa: concorra a prémios de projeção nacional.

Mas não desista depois de tantas rejeições! Ainda tem mais duas alternativas para publicar o seu livro – continue a ler.

2. Edição de autor ou edição de “vanity”, em papel

Se nenhuma editora quiser assumir o custo de editar o seu livro, assuma você! Edite o livro a expensas suas. Repetimos: agora, você vai pagar para editar o seu livro.

Na sua forma mais simples, pode dirigir-se a uma empresa gráfica que possua uma secção de pré-press, e ela encarregar-se-á de lhe paginar o livro, imprimi-lo e entregá-lo a si. O livro sairá sem chancela de editora, daí chamar-se edição de autor.

Depois, como vai encontrar leitores que queiram comprar o seu livro? É um grande problema! As distribuidoras de livros quase nunca aceitam distribuir edições de autor, pelo que você estará sozinho a contactar diretamente as livrarias, que na maior parte dos casos recusarão o seu livro, porque no dia em que lá for haverá outras 29 novidades a competir com o seu livro por espaço limitado nas prateleiras (e no dia seguinte mais 30 novidades, e assim todos os dias). Todos os anos aparecem 12 mil títulos novos nas livrarias portuguesas! Sem editora nem distribuição, é você que vai ter de procurar leitores e compradores para o seu livro.

Além das gráficas, há um outro tipo de empresa à qual você pode pagar para que prepare e imprima o seu livro. Este tipo de empresa também se chama “editora”, porque tem chancela própria e por vezes até promete fazer distribuição nas livrarias. Mas não se iluda: você continua a pagar para editar, apesar de parecer um livro publicado por uma “editora”.

Estas empresas que se dizem editoras publicam tudo o que lhes é proposto, com qualidade e sem qualidade, desde que os autores lhes paguem. Estas empresas existem para satisfazer a necessidade, ou a vaidade, dos autores em verem os seus livros publicados. Por isso é que se chama a isto “vanity publishing” - aproveitar-se da “vaidade” do autor para lhe pedir que “financie” a edição do livro. Todo o lucro do “vanity publisher” vem do que cobra aos autores. Não espere por isso que façam mais vendas por si, até porque nem têm acesso aos principais pontos de venda físicos! O esforço de procurar leitores e compradores para o seu livro continua a ser seu.

Mas não desista ainda! Se já foi rejeitado pelas editoras, e se já fez as contas para publicar por conta própria ou numa “editora vanity”, então considere a alternativa seguinte, que não tem praticamente custos.

3. Edição de autor em ebook

Precisa mesmo de editar o seu livro em papel, com os custos que isso acarreta? Se calhar não precisa. Nesse caso, pode editar em formato eletrónico.

Desta forma, poupa o custo da impressão, do papel e do armazenamento dos livros, ou do “vanity publisher”. Vai ter uma difusão muito limitada, mas é tão barato que você não tem nada a perder!

Prepare o seu livro nos formatos  de ebook (.epub e .mobi) e coloque-o à venda em lojas online. Ou, melhor ainda, ofereça o seu ebook ou o livro em formato .pdf.

Isso mesmo, ofereça, não venda.

Faça um blogue para divulgar o livro e use também o Facebook, o Twitter, o YouTube, o Goodreads, o Wattpad e os fóruns especializados.

Quem sabe? Pode ser que o seu livro se torne muito falado e alguma editora repare nele e queira pagar-lhe para publicar o seu livro! O sonho nunca acaba!

Os procedimentos da 20|20 Editora de receção e avaliação de originais encontram-se nesta página.

(atualizações: ago-2014; mai-2018)

120 thoughts on “Quer editar um livro? Pergunte-nos como.

  1. Já percebi que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que os autores portugueses conseguirem ter as suas obras publicadas. Quando falo de obras de autores nacionais não me refiro necessariamente a obras-primas estruturadas com uma qualidade literária excecional, nem aos de renome, aos laureados, ou aos que, por serem figuras públicas, têm as edições asseguradas (mesmo que sejam uma chachada).
    Falo de pessoas anónimas, com imaginação e gosto pelas letras, com um nível decente de qualidade de escrita, que poderiam ter as suas obras, simples peças de entretenimento, dos mais variados géneros, verem a luz do dia. É que o rácio de 2 publicações para 1500 submissões é, no mínimo, deprimente. E ainda nem comecei a receber as negas…
    Dito isto, consultando o catálogo das obras de ficção da 20/20 (e de outras, também), verifico que há uma variedade enorme de autores estrangeiros publicados pelas nossas editoras e acredito que nem todos cumprirão padrões de excelência, sendo meros produtos comerciais para consumo (nada contra, mal seria das Editoras se só vivessem da publicação de obras-primas). Tenho curiosidade em saber o motivo desta opção editorial, que assumo ser essencialmente de ordem económica. Obrigada.

  2. Gostaria de elogiar o post feito pelo Sr Manuel Freitas em relação a editar um livro.
    Eu como já passei por isso, posso acrescentar que o processo é todo EXACTAMENTE – volto a dizer – EXACTAMENTE – assim, como o Sr Manuel Freitas explicita no post. Nem mais nem menos. É exactamente assim.
    Louvo por isso a iniciativa para que “futuros/pretensos escritores” não tenham ilusões – é exactamente assim como ele diz. E a apresentação da situação feita por ele está extraordinariamente bem realizada: simples, contundente, eficaz.
    A tentativa de edição de um livro, nos moldes tradicionais ( a primeira forma de edição apresentada pelo Sr Manuel Freitas ) é um processo de paixão – se a pessoa que quer ser editada não acreditar muito no que criou… Não vai “aguentar” tanta rejeição junta ao mesmo tempo e, pior ainda, de uma forma continuada. Porque é não atrás de não, atrás de não, e por aí vai…
    Tem que se ter muita vontade mesmo. Chega a ser patológico, eu diria.
    Muitas vezes a pessoa dá consigo a pensar, ironicamente, se vai singrar pelo mérito da obra se pela perserverança em querer editar a mesma…

  3. Antes de mais, muitos parabéns pelo blog.
    Revejo-me em muitas das pessoas que escreveram aqui as suas dúvidas. Publiquei um livro em 2016. Assinei contrato com a editora em Janeiro desse ano. Acabei por “embarcar” num esquema em que me comprometi a adquirir 200 exemplares e não tive nem grande apoio da editora, nem os meus exemplares nas livrarias.
    Agora estou a pensar em concorrer a um concurso literário de uma outra editora.com outra obra.
    Tenho que declarar que sou titular de todos os direitos de exploração da obra, sem qualquer excepção e que os mesmos não se encontram onerados seja a que título for.
    No contrato que assinei com a primeira editora há uma cláusula com o seguinte texto: “O autor dará a conhecer à editora futuras obras que pretenda editar. Em igualdade de condições de terceiros, assegura a esta editora preferência na edição por um prazo de 4 anos após o termo do prazo deste contrato.”
    E agora? Posso concorrer livremente? Ou tenho de saber quais as condições, caso ganhe o concurso e a editora queira publicar a obra?
    A declaração que apresento à editora do concurso, poderá ser considerada falsa?
    Desde já o meu obrigado pela resposta e fica aqui um alerta para quem quer ver a sua obra publicada.

    • Domingos, os contratos entre autor e editora são particulares, isto é, as partes são livres de acordar o que entenderem e na forma que entenderem, neste caso em papel. Você sabia o que estava no papel que assinou, e essa cláusula, cuja interpretação parece inequívoca, revela o interesse da editora em promover de forma continuada o seu autor.

  4. Parabéns pela vossa transparência, honestidade e facilidade na explicitação do que são e do que pretendem. Depois de algumas pesquisas, fiquei retido no vosso site. Só vi/li coisas manhosas, embora compreenda que a vida em geral e a editorial em particular não é fácil, mas isso não obsta a que se tenha ética.
    E porque tenho uma história escrita irei enviá-la de acordo com as vossas indicações. Está ainda na gaveta, pois é o local onde costumo colocar o que escrevo durante algum tempo (a marinar) e depois farei a revisão final.
    O meu elogio sincero é um facto, a vossa apreciação da minha história é outro facto. A minha opinião sobre vós não mudará, o que poderá mudar é a minha dedicação à escrita e optar, por exemplo, pela concertina. Um bom trabalho para a vossa equipa.

  5. Boa tarde,
    Escrevi duas pequenas histórias verídicas, uma infanto-juvenil e outra mais direcionada para crianças a partir dos 3 ou 4 anos.
    Gostaria de ilustrar e publicar ambas.
    As minhas questões são:
    - A vossa editora faz ilustração de livros, caso seja vosso interesse publicá-los?
    - Mantém-se em vigor a modalidade que apresentam de publicação gratuita de obras,que após análise vejam interesse literário e comercial?

    Aguardo a vossa resposta, se possível, para o meu email de contacto.
    Sinceros cumprimentos,

    Manuela

  6. Bom dia
    Gostava de saber se é possível, no caso de se optar por uma publicação em e-book, a mesma conter ilustrações a cores. Tratar-se-ia de um livro para crianças e seria o meu terceiro livro na área da literatura infantojuvenil. Já há duas editoras interessadas, mas coloca-se sempre o pagamento da parte do autor. Muito obrigada, aguardo a vossa resposta.

  7. Olá. Entre 2005 e 2008 uma editora que entretanto fechou, editou 11 livros meus. Um dos livros que tinha 600 páginas foi editado três vezes. Ultimamente tenho reparado que alguns livros ainda estão a ser vendidos, apesar da editora ter fechado. Depreendo que o dono da editora os venda particularmente. Reparei que as datas das edições se referem às edições entre 2005 e 2008, por isso penso que devem ser livros que ficaram em stock. Gostava de voltar ao ativo: reeditar, remodelar livros já editados, acabar alguns que tenho a meio e iniciar outros. Caso contate alguma editora será problema estarem a ser comercializados livros meus com edições antigas. Não devo preocupar-me com isso? Atualmente quem me aconselhariam para enviar os meus livros para que pudessem ser analisados? Escrevo livros de educação, autoajuda e romances. Grata pela atenção.

    • Alexandrina, se a editora vendeu os livros a um terceiro (ainda que seja o antigo dono da editora), não pode fazer nada. O seu contrato é com a editora, não com terceiros retalhistas. A nova editora naturalmente avaliará o quanto ficará prejudicada por estar a reeditar obras ainda disponíveis no mercado.

  8. Ola gostei do que li,
    eu sou Angolano, e quero saber como é que faço para registar a minha obra no IGAC? E também quero fazer a edição do meu livro, como o faço, se que vivo em Angola?

  9. Boa Noite,
    Tenho uma duvida, uma vez que realizar um sonho de editar um livro numa editora torna-se quase impossível, por te de dispender financiamento um pouco elevado. o que venho a perguntar, é se: por exemplo, não é possível fazer a produção do livro numa gráfica e vender por conta própria? isso tem alguma implicação, a nível de ilegalidade ou não?

  10. Gostaria de escrever um livro acerca de algo raro na vida do ser humano mas que acontece comigo…..a minha intensao é ajudar outras pessoas que possam viver no silencio com o mesmo problema achando que possam ser unicas e poder partilhar tambem o meu testemunho a elas…podeme ajudar??? Obrigado

  11. Acredito que o valor pessoal é intrínseco nos resultados, e que quando se começa e se atinge o mínimo de qualidade, vale no mínimo a atenção da editora, para apoiar os primeiros passos, e aconselhar a forma e os meios de tornar possível criar oportunidades de sucesso, tenho quatro livros de politicas sociais, todos eles totalizam 400 páginas, sabendo que é um tema controverso, procurei dar ao texto uma dinâmica propulsora do diálogo, mas descomprometida e nalguns casos romanceada, Surgiram entretanto outros projetos pelo meio, poesia e infantis, mas tudo isto se perde em processos burocráticos, exatamente porque os interesses não são racionais e se distanciam do razoável, A iniciativa envolve um esforço financeiro considerável, para quem tem um espaço de manobra muito curto, daí que a solução é encontrar empatia e garantias de sucesso, mas será só esse o caminho? Autor Abel Viegas,

  12. Tenho 3 livros escritos (uma trilogia ficção científica e romance) e, já contactei diferentes editoras e recebi diferentes comentários, “é interessante mas não é nossa área”, “a crise dificulta” etc. etc. e até, um valor para eu pagar uma publicação mas, teria que dividir e no caso do 1º livro, em 4 volumes e por, “ser demasiado grande e oneroso em papel”. Não desisto e fiquei esclarecido quanto a ‘publicar’ em blog (grátis 2 a 3 capítulos) e possível e-Book. Agradeço a ajuda e, obrigado.

  13. Depois de uma “ronda” pelas editora nacionais, com vista à possível edição de um outro livro que fiz por prazer, a esmagadora maioria das respostas envolviam a “comparticipação”. Mesmo a entrevistas que fui, em que previamente comuniquei o meu desinteresse nesse ponto, na segunda ronda isso era abordado. Pergunta: a “vanity publishing” (com outras nomenclaturas mais pomposas, ou não) tornaram-se uma forma de financiamento secundário da maioria das editoras? Isto, porque algumas das propostas vieram de editoras bem conhecidas do nosso mercado, em nunca esperaria algo assim.
    Um outro ponto (curioso, acho): uma das respostas apresentava a explicação de que, apesar do interesse no meu material, este ano estavam a “limitar-se a traduzirem o catálogo espanhol.”. Se editoras portuguesas forem sendo compradas por estrangeiras, isto é uma amostra do que pode acontecer?

    • Carlos Batalha, entre a pura editora e a pura “editora”, tudo é possível, e nada deve ser considerado estranho. E enquanto houver leitores a procurar autores portugueses, haverá oferta de autores portugueses; o mercado funciona.

  14. Sou pensionista por invalidez da profissão de professor. Devido a um problema grave de saúde fiquei impossibilitado de exercer a profissão. Contudo gostava de publicar um livro. Se o vier a fazer perco o direito à pensão de invalidez?

  15. Boa tarde gostaria de fazer um relato da minha ideia para saber se tem bases para fazer um livro.gostava de expor a minha historia veridica que se pasou comigo a minha volta e que continua.alguem que me ouvise

  16. Com. Parceria do. Meu. Pai, aguardo desde. Junho. Uma. Resposta. Sobre. O. Meu. Manuscrito, nao. Gostaria. De. Deixar. De. Ser. Vossa. Cliente, qual. Sera. O. Vosso. Correio. Eletronico. Certo? Nao. Avaliem. A. Minha. Escrita. Aqui. No. Meu. Tablet, nao. Estou. Habituada. A. Escrever. Digitalmente, se. Fazem. O. Favor. De. Serem. Profissionalmente. Educados. De. Darem. Resposta. Porque. Vou. Pensar. De. Ser. Uma. Ex. Cliente. Desta. Editora!

  17. Boa tarde. Sou um professor espanhol residente em Portugal,colaborador habitual em jornais espanhóis e autor de três livros de tipo didáctico e literário. Tenho escrito um texto no qual pretendo mostrar a visão que têm deste pais um espanhol que vive e trabalha em Portugal. È uma mistura de crónica de costumes e ensaio sociológico que não desdenha a utilização do humor para tentar mostrar a grande quantidade de tópicos que impedem que os dos países superem a situação “de costas voltadas” em que continuamos a viver portugueses e espanhóis. Acontece que o livro está escrito em espanhol já que,como terão comprovado, a o meu conhecimento da língua portuguesa não me permite outra opção. Quais as possibilidades de traduzir o texto para o publicar aqui? Fico grato pela vossa atenção.

  18. Gostei muito de ler os comentário. Acabei de escrever e vou lançar (apresentação), um livro, romance, com título relacionado com sexo, no próximo domingo, 14 de Dezembro, numa vila alentejana que não sei se poderei dizer o nome bem como o título do livro, sem que este esclarecimento estivesse sujeito a pagar alguma publicidade. Aos 75 anos vou publicar livro que várias editoras quiseram editá-lo. Não sei se será um êxito.
    Alcáçovas (distrito de Évora), 11 de Dezembro de 2014.

  19. Boa tarde a todos. Gostei da forma como explicou acerca deste assunto, uma vez que as vezes as pessoas têm inspirações e querem torna-las visíveis. Mas uma coisa é certa apesar de talvez ser um disperdício de papel e tintas, caso o livro não tiver aderência nenhuma, mas de primcípio, as editoras deviam fazer uma experiência, divulgar o livro antes mesmo de publicar, pois o nosso público é versátil, e uma matéria que talvez não seja do interesse dos editores, pode chamar muito a atenção dos clientes. Dependendo do público que o mesmo se dirige. Enfim, estou a escrever o meu primeiro livro e pretendo achar uma editora não muito complicada para edita-lo.

  20. Bom dia, terminei um mestrado em direito há cerca de dois meses onde apresentei uma dissertação acerca de um tema bastante atual tendo recebido a classificação de 17 valores. Esta valoração do meu trabalho reforçou a vontade que tinha em dar a conhecer o mesmo, só nao sei qual o melhor método. Devo começar por me apresentar e enviar manuscritos para as editoras? A opção de edição de autor em papel parace-me ser a mais vantajosa mas tambem aquela em que existem maiores dificuldades na divulgação. Já a edição de autor em e-book parace-me um “atirar o meu trabalho ao mundo” sem ter a noção da quantidade de leitores ou das muitas copias não “compradas” que iriam surgir. Gostaria de saber a vossa opinião tendo em conta que se trata de um trabalho juridico – policial que despertará interesse, principalmente nos elementos policiais do nosso pais. Desde já o meu obrigado

    • Jorge, comece por enviar o manuscrito para editoras que publicam dentro do seu género. O melhor que lhe pode acontecer é ter alguém que lhe queira pagar para editar o livro. O pior, mas ainda assim talvez aceitável para si, é ter alguém que lhe queira cobrar para editar o livro. Senão, edite o ebook a custo zero.

    • O registo duma obra na IGAC NÃO é obrigatório. O copyright sobre a obra é automático a partir do momento da sua criação. O registo na IGAC pode servir de prova num litígio futuro, e serve também para reservar o título duma obra por publicar, já que não pode haver duas obras com o mesmo título.

  21. Olá vi uma pergunta parecida à minha mas sem resposta concreta.
    Sou desempregado e sem rendimentos.
    A obra será paga por minha conta e menos de 100 livros, terei de me coletar e pagar IRS? Dado que as vendas não têm objectivo de lucrar, ainda perderei dinheiro e asssim sendo não atinge os 10 000 euros.
    Muito Obrigado

    • André Semedo, pesquise por “Self-publishing” se quer fazê-lo sozinho. Vai ver que é fácil, demasiado fácil publicar online. O difícil vai ser vender. Em alternativa, se quer mesmo vender, procure uma editora. Ou, se não quer vender, coloque o pdf ou o ePub numa página ou blogue seu, para descarga direta.

  22. neste momento tenho vários livros escritos, e alguns já aprovados por editoras muito conheciddas,só que todas querem é dinheiro,mas isso não, neste momento estou a pensar publicar na internet,venda não fisica,por um valor muito baixo.
    só precisava saber se tenho que pagar aluma coisa, como direitos de autor, ou ao estado.

    • Esta resposta não substitui a consulta de um advogado ou jurisconsulto: o rendimento da venda dos livros tem de ser declarado e está sujeito a imposto sobre esse rendimento. Os regimes, taxas e retenções aplicáveis dependem da forma como organizar a sua atividade. Uma benesse da lei é que os rendimentos de direitos de autor só contam em metade para cálculo do imposto sobre o rendimento (IRS ou IRC) – a outra metade está isenta de imposto.

  23. Natália, situação interessante. O que se segue é a nossa opinião, sem valor jurídico nem substituidora de conselho de advogado: um contrato de edição é um contrato particular, o que quer dizer que não existe qualquer formalidade legal para que seja válido. Pode portanto ser feito de forma verbal/oral ou de forma informal (por exemplo por trocas de email), mas normalmente é reduzido a escrito e assinado por ambas as partes, para evitar mal-entendidos futuros. E, para o que se esqueceram de acordar particularmente, aplica-se o Código do Direito de Autor. Dependendo do que já acordou com a editora, poderá declarar explicitamente que não autoriza a edição sem chegarem a acordo final. Mas note que é frequente avançar sem o contrato assinado, devido a um conceito fundamental: CONFIANÇA. Confiança entre autor e editor, coisa que parece não existir no seu caso. Se não confia no seu editor, também nunca confiará nos números de vendas que ele lhe declarar, porque são baseados em ética e em confiança mútua. Uma forma de reduzir a desconfiança é pedir à editora que lhe adiante já dinheiro por conta de direitos futuros.

  24. Fui contactada por uma editora portuguesa para escrever um manual escolar para ser vendido em Angola. Essa editora pertence ao mesmo grupo para o qual eu já trabalhei em Angola com docente. Eu já enviei 5 capítulos, faltando 1, uma vez que o livro terá 6 capítulos. O objectivo da editora é vender o livro por fascículos ou seja os capítulos em separado. No entanto eu ainda não assinei contrato nenhum, mas a editora já tem na sua posse os 5 capítulos. O que faço, se é que posso fazer algo, se a editora não me contactar mais? Perdi os meus direitos por lhes ter entregue (via email) os capítulos? Eles podem publicá-los sem a minha autorização? Uma vez que serão comercializados noutro país, como posso ter conhecimento da sua publicação, ou do número de exemplares vendidos? Desculpem tantas perguntas, mas pelo que procurei sobre os direitos de edição não encontrei nada que me esclarecesse, num caso como o meu, em não assinei contrato, mas entreguei o conteúdo.

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    Natália

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