Editorial Estampa: 50 anos em 2011

008A Editorial Estampa comemora 50 anos de actividade em 2011.

O nosso respeito, e parabéns!

(Como será a actividade editorial em 2059, ano do nosso cinquentenário?)

Tudo o que sempre quis saber sobre o Plano Nacional de Leitura

Quer saber um pouco mais sobre o Plano Nacional de Leitura? Então ouça atentamente o professor Fernando Pinto do Amaral, comissário do PNL, que explicou ao Ler+, Ler Melhor quais os objectivos e programas existentes.

Com vários livros no Plano Nacional de Leitura (Princesa Poppy, Matias e Matilde, Galope e Gingão), orgulhamos-nos, então, de contribuir para aumentar o nível de literacia dos portugueses.

Há quanto tempo não compra BD?

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Quando estivemos no Amadora BD a lançar o Scott Pilgrim, vimos este pequenino cartaz, preso a uma coluna por um pionés.

Subscrevemos inteiramente o apelo. O mercado de banda desenhada praticamente secou em Portugal. Há um ciclo vicioso em que os compradores não compram e por isso os editores não editam e por isso os compradores não compram e assim sucessivamente.

Para inverter o ciclo vicioso estamos a contribuir com a nossa pequena parte, começando a editar também BD, mas você pode igualmente contribuir:

Se gosta de BD, volte a comprar livros de BD, para os editores poderem voltar a editar mais livros BD.

OAC publica dados sobre o mercado editorial português (e poucos se apercebem)

Uma das queixas recorrentes (e válidas) de muitos dos actores do meio editorial português é a falta de transparência e a quase absoluta ausência de estatísticas sobre o sector. O «segredo do negócio» é a desculpa na qual muitas das empresas se resguardam para não divulgarem os seus resultados financeiros, o que bloqueia uma possível avaliação da evolução das empresas, a caracterização do segmento em que operam e do mercado como um todo.

Muitos se queixam, mas poucos estão atentos (este vosso escriba incluído): a 24 de Setembro, o Observatório das Actividades Culturais publicou no seu site o documento «Edição e Comercialização de Livros em Portugal: Empresas, Volume de negócios e Emprego (2000-2008)», coordenado por José Soares Neves e Jorge Alves dos Santos. Mas poucos o comentaram, poucos o devem conhecer (na web, encontrei apenas o texto do professor Rogério Santos), tão escassa (inexistente?) foi a sua divulgação.

O estudo do OAC surge na sequência do Inquérito ao Sector do Livro, usa como fonte os dados disponiblizados pelo INE no seu portal e na publicação Estatísticas da Cultura 2008 e apresenta resultados interessantes. Vejamos alguns dados referentes a 2008:

Edição
- Identificadas 415 empresas, na sua maioria (9 em cada 10) são pequenas ou muito pequenas.
- Volume total de negócios: 404 milhões de euros.

Retalho
- Identificadas 636 empresas (97% têm menos de 9 pessoas ao serviço).
- Volume total de negócios: 141 milhões de euros.

Como é evidente, estes valores não são representativos do actual jogo de forças do mercado, dado que excluem (por se referirem apenas ao período 2000-2008) a relativa consolidação do grupo Leya em 2009/2010 e a aquisição, pela Porto, dos activos do DirectGroup Bertlesmann.

Ainda assim, os resultados do OAC confirmam as estimativas que se comentavam em surdina: um mercado de 500 milhões de euros (edição + retalho), concentrado em Lisboa e no Porto, com uma esmagadora maioria de empresas de pequena dimensão que, por sua vez, representam uma parcela pequena do volume de negócios global.

Esperemos que o estudo prossiga e que os próximos resultados sejam apresentados com maior celeridade e a divulgação que merecem.

Sobre a isenção de IVA na oferta de livros

Já foi decretada a alteração ao Código do IVA que permite que as ofertas ou doações de livros, ou, como a lei lhe chama, as “transmissões a título gratuito” passem a estar isentas de IVA quando os ofertados se incluam na seguinte lista:

  • IPSS
  • ONG sem fins lucrativos
  • Ministério da Cultura
  • “instituições de carácter cultural e educativo” (escolas?, museus?, bibliotecas?)
  • centros educativos de reinserção social
  • prisões

Nos dois primeiros casos, os livros têm de se destinar a “posterior distribuição a pessoas carenciadas”, presumivelmente (mas não obrigatoriamente?) também oferecidos.

A qualquer outra pessoa podemos continuar a oferecer livros, desde que paguemos o IVA ao estado sobre o valor da oferta.

Na BOOKSMILE, dentro do nosso programa de consciência social e de integração na comunidade, vamos trabalhar com as cinco escolas (do JI ao 12.º Ano), a biblioteca pública e as duas IPSS da nossa freguesia, e contribuir com ofertas para as suas bibliotecas e para programas de incentivos/prémios aos alunos que as escolas queiram instituir. Esta lei é apenas mais um incentivo para que iniciativas como a nossa se mantenham e multipliquem pelo país fora.