Entrámos no Plano Nacional de Leitura

Já saiu a lista para 2010/2011 dos livros aconselhados pelo Plano Nacional de Leitura .

Estar no PNL é importante para uma editora, por duas razões:

  1. porque significa o reconhecimento, por um júri oficial, da qualidade dos títulos seleccionados para o PNL; é como que um prémio para o trabalho dos profissionais e colaboradores da editora;
  2. porque significa a possibilidade de os professores solicitarem, a turmas inteiras de cada vez, a leitura de algum título da editora, daí resultando importantes vendas adicionais, tantas vezes com um peso decisivo no volume de vendas da editora.

Não é por acaso que os tops de vendas infantis, quando começa o ano escolar, passam a ser dominados por livros do PNL. Os professores é que mandam comprar, mas só mandam comprar o que estiver no PNL.

Foi pois com muita alegria que recebemos a notícia de que alguns títulos (e, por extensão, colecções) do nosso primeiro ano de actividade editorial foram escolhidos para integrarem a lista de livros aconselhados do PNL. São eles:

  • Colecção Matias e Matilde (Pré-Escolar para leitura na sala de aula – recomendamos para idades 3+)
  • Colecção Galope! (Pré-Escolar e 1.º ano de escolaridade para leitura autónoma – recomendamos para idades 2+)
  • Colecção Princesa Poppy Ilustrados (2.º e 3.º anos de escolaridade para leitura autónoma – recomendamos para idades 4+)
  • Colecção Princesa Poppy Histórias (3.º ano de escolaridade para leitura autónoma – recomendamos para idades 7+)

Ou seja: dos 15 títulos infanto-juvenis que editámos em 2009, 11 entraram no PNL. De fora ficaram apenas as colecções Princesa Poppy Actividades e Jogos em 3 Dimensões.

Trata-se, acreditamos, do reconhecimento da preocupação que a BOOKSMILE tem não só com a qualidade dos títulos que selecciona para publicação mas, acima de tudo, com a escolha dos profissionais que colaboram na elaboração das obras.

A todos esses profissionais que colaboram com a BOOKSMILE… o nosso obrigado. E aos jovens leitores, pais e professores que confiam em nós… o nosso obrigado.

A lista completa do PNL pode ser descarregada aqui.

Apple censura Camilo Castelo Branco

100622 (1)Nem mais… Apple censura Camilo Castelo Branco e o ecrã aqui ao lado é a prova.

É conhecida a obsessão da Apple e do seu fundador Steve Jobs por manter o ecossistema do iPhone livre de pornografia e de obscenidade. Não há lá dessas coisas tanto quanto a Apple consegue controlar, e ela bem se esforça por controlar.

Mas agora essas coisas também vêm sob a forma de livros. A Apple lançou a aplicação iBooks (a qual corre em iPad, iPhone e iPod), com a qual se podem adquirir e descarregar ebooks. Para já, todos os títulos são do domínio público, tanto em língua portuguesa como noutras, sobretudo o inglês.

Ora, a passagem dos títulos dos livros pelo filtro de pornografia e obscenidade da Apple resultou nesta inadvertida e até cómica censura a Camilo… Quem diria que a “bestialidade inglesa” viria a ser censurada um dia, e logo por americanos, hem?

Agora, das duas uma: ou a Apple desaperta rapidamente esta regra, ou a História Mesmo Bestial que vamos publicar em breve (e que até é para crianças) também vai ter o mesmo problema.

Para a Apple, não podemos ser BOOKSMILE

Existe uma empresa que se chama Palco das Palavras, Lda. Essa empresa é detentora da marca registada BOOKSMILE, que é usada como chancela dos livros que a empresa edita. Somos nós.

Existem razões concretas para o nome da empresa não ter sido usado como chancela. Logo no dia a seguir à constituição da empresa escrevi aqui isto:

  1. Iremos iniciar a nossa actividade com uma chancela, mas admitimos vir a ter mais chancelas;
  2. Não queremos que a chancela, que entendemos dever ser reservada para o domínio editorial, se confunda com a firma, que entendemos dever ser reservada para o domínio de negócio;
  3. Se viermos a publicar sob várias chancelas, não queremos que uma delas aparente sobrepor-se às outras só por ser idêntica à firma.

Portanto, para o mercado e para os leitores, somos BOOKSMILE; para contabilistas e Fisco, somos Palco das Palavras, Lda.

É assim tão difícil de aceitar isto, ó poderosa Apple, criadora do iPhone e do iPad?

É que a omnipotente Apple lançou a aplicação iBooks com o iPad, e esta semana vai lançá-la também para o iPhone 4. E atrás vem a iBookstore, uma loja virtual onde queremos vender os nossos ebooks.

Mas queríamos estar presentes na iBookstore como BOOKSMILE, não como Palco das Palavras, Lda., que é o que a prepotente Apple impõe. Só nos podemos registar e apresentar aos leitores com o nome da empresa, mais nada.

E não há volta a dar. Por isso é que sou adepto de sistemas abertos para evitar esta ditadura. Android em vez de iOS, sempre!, a não ser que alguém compreenda a imbecilidade daquela regra e venha em nosso auxílio.

Mais livros com códigos 2D

Já começam a aparecer mais livros a fazer uso dos novos códigos de barras em 2D. Este é espanhol, da Everest, e usa o QR-code como parte integrante da sua proposta editorial, para que o livro esteja sempre actualizado:

100605 (8)

100605 (9)

E por cá, qual será a segunda editora a colocar sistematicamente códigos 2D nos seus lançamentos, como nós já vimos fazendo há um mês?

“Não tenho condições financeiras para publicar”

Em comentário a este artigo, António Filpe escreveu:

Gostava de saber se apoiam novos escritores, não novos na idade, mas na escrita, já escrevi vários contos infantis mas nunca publiquei, eu estou a pensar escrever uma colecção. A Minha pergunta será se podiam-me apoiar, visto não ter condições financeiras para tal.
Obrigada

Caro António,

Respondo-lhe em artigo e não em comentário, porque o ângulo da sua pergunta é novo e interessante: o António quer “publicar”, mas não tem dinheiro para o fazer, e quer saber se o podemos apoiar, suponho que na forma de apoio financeiro.

A resposta é simples e, como de costume, cruel: se você não tem dinheiro para fazer uma edição de autor, resta-lhe recorrer ao mérito da sua escrita. Encontre uma editora que se entusiasme com o que escreve e não só você não pagará nada como ainda é capaz de vir a receber dinheiro por cima.

Para saber se essa editora seremos nós, veja os procedimentos que deve seguir aqui. Obrigado.

“Quero publicar uma autobiografia de um determinado atleta”

O artigo mais popular do blogue da BOOKSMILE é, de longe, este, de iniciação ao mundo fantástico (onírico ou vampírico, você concluirá) da edição de livros.

Como esse artigo, apesar de ir para um ano, continua a receber comentários, vou passar a destacar para artigos próprios algumas das respostas a perguntas lá deixadas, para que possam chegar a mais leitores interessados.

E vamos à primeira, de Jorge Antunes:

Tenho em ideia publicar uma auto-biografia de um determinado atleta, convidando também para isso um jornalista.
Gostaria de saber de que forma são distiribuidos os direitos e as margens de comercialização se for através de uma editora ou edição própia.

Jorge,

Se é uma autobiografia mas há mais gente metida ao barulho, então temos que lhes atribuir funções. Vamos assumir que você é o agente e o jornalista o ghost writer, mas para todos os efeitos o autor (ou seja, o titular dos direitos de autor) será o determinado atleta.

Agora, das duas uma: ou o atleta determinado é famoso, isto é, o seu livro terá um bom potencial de vendas e uma ou mais editoras se chegarão à frente para disputar o livro, ou o minado atleta não tem interesse comercial.

Se o atleta minado não tem interesse, então é mais fácil: ele já se dá por contente e pago só por alguém se lembrar dele, e você paga do seu bolso tanto a edição de autor como ao jornalista. O resto está no artigo original.

Se o mimado atleta é muito conhecido, então você, enquanto agente, já poderá negociar com a editora um contrato em nome do autor, com direitos percentuais e eventualmente adiantamento sobre esses direitos. Se não conseguir que seja a editora a pagar ao jornalista, então é você que continua a pagar-lhe do seu bolso (indexado aos ganhos do autor ou em valor fixo, vocês entendam-se), e finalmente o autor paga a si (normalmente indexado aos ganhos dele). Contrate um advogado para o ajudar.

Não se esqueça de que, se o livro for ilustrado com fotografias, tem de obter a autorização das pessoas que tiraram as fotos (porque têm direitos de autor), e das pessoas que aparecem nas fotos (porque têm direitos de imagem). Contrate um advogado para o ajudar.

As margens de comercialização que quer saber são negociadas entre editora/distribuidora e livrarias. Se você fizer edição de autor, procure uma distribuidora; em nenhum caso perca tempo a percorrer as livrarias, segundo o meu conselho no artigo original. Mas se quiser deixar alguns exemplares na loja do seu amigo Sr. João, então dê-lhe 30% de margem sobre o PVP (fixado por si) e deixe-o pagar só depois de os vender.